O réptil!
Ele era um réptil.
Não, não do tipo cobra ou jacaré. Era do tipo réptil do amor!
Eu sei, parece nome de banda brega ou música de Reginaldo Rossi, com direito a copo de uísque na cabeceira da cama. Mas o fato é que ser réptil do amor é uma característica invejável.
Vejamos o porquê:
Répteis são ectotérmicos, palavra difícil, tirada diretamente do google, que significa que eles não possuem temperatura corporal constante. Ou seja: se tiver frio, tá beleza mas se fizer calor, melhor ainda. Palavrinha mágica – adaptáveis.
E ele era um réptil adaptável do amor. Se estivesse casado era massa, mas se o pé da amada chutasse sua bunda de escamas, nada de pânico! Ele era feliz de qualquer jeito.
Não sofria. Não reclamava. Se adaptava e ponto, parágrafo.
Ela não era réptil. Era o oposto de réptil. Queria sol de 40 graus no inverno e chuva torrencial no verão. Quando casada queria desesperadamente ficar solteira, mas…. solteira, achava mesmo é que devia ficar casada. Ou calada. Ou parada. Ou desenrolada.
Ela era desenrolada, sejamos sinceros.
Só não era adaptada.
Tentou coitada.
Tentou 16 vezes sem sucesso, depois de sete desistências e nove fracassos consecutivos.
Ser réptil é difícil, pô!
E enquanto ele era jacaré, ela era uma bolsa feita de couro de jacaré.
Se ele fosse dinossauro, ela era extinção.
Se fosse cobra, ela era Jeff Corwin.
Essa história poderia ter um final feliz se, quando ele resolvesse ser tartaruga ela decidisse ser o Projeto Tamar. Aí, iriam para Fernando de Noronha ser felizes para sempre.
Só que não!
Ela resolveu virar hippie e namorar um surfista no Hawaii. Ele, adaptável às condições adversas, foi morar em Nova York e fazer bonecos de neve.
Porque, como diria Tati Bernardi, “a vida é um conto de falhas!”



Téta e seus textos, fabulosos como sempre!
Esse teu texto me lembrou essa música: http://letras.terra.com.br/a-banda-mais-bonita-da-cidade/1892277/
Tou precisando muuuuito ser réptil….. Tem aula pra isso, tem?
Se tiver Lidiane, vou ser a primeira a fazer matrícula!
Ôxe, Tpeta, mas vê se me avisa também, hein!
*Téta
Esse texto me lembrou os textos de Adriana Falcão! Adoro esse jeitinho de contar histórias! Parabéns, Téta!
Nossa descobri que tem outro nome pra mim “bolsinha de couro de jacaré”!